A coragem dos pioneiros que ergueram a nossa Marialva
As origens da Capital da Uva Fina, relembrando a transição da mata fechada para um dos municípios mais prósperos da região.
Funcionários da Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná no início das atividades de colonização aqui na região de Marialva Toda grande história começa com um passo de coragem. Para Marialva, que celebra sua trajetória de 75 anos, esse passo foi dado por homens e mulheres que enfrentaram a mata fechada, a poeira vermelha e o isolamento para plantar as sementes do que hoje é a nossa próspera Capital da Uva Fina.
Nesta semana, o Conexão Marialva retoma a sua série especial de reportagens sobre o aniversário do município, mergulhando no passado para entender a identidade do nosso povo.
O Início de Tudo: Da Companhia Melhoramentos à Emancipação
A colonização da nossa região ganhou força na década de 1940, impulsionada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. Atraídos pela fertilidade da terra roxa e pela promessa do "ouro verde" — o café —, migrantes de diversos cantos do Brasil, especialmente paulistas, mineiros e nordestinos, além de imigrantes japoneses, italianos e alemães, fixaram residência aqui.
O crescimento foi tão rápido que o então patrimônio logo foi elevado à categoria de distrito de Mandaguari. Mas o espírito marialvense sempre foi independente. A tão sonhada emancipação política oficializou-se em meados do século passado, desmembrando Marialva e iniciando sua caminhada com pernas próprias.
O Nome e a Identidade
O nome "Marialva" é uma homenagem ao Marquês de Marialva, figura histórica de Portugal, conhecida pela fidalguia e pela arte da montaria. Nas terras paranaenses, contudo, o nome ganhou um significado ligado ao trabalho duro. O que antes era apenas uma parada de picada de floresta transformou-se em um polo cafeeiro e, posteriormente, encontrou sua grande vocação na viticultura, tornando-se a referência nacional na produção de uvas finas de mesa.
"Lembrar do passado não é apenas olhar para trás, é reconhecer o suor de quem preparou o chão que pisamos hoje", destaca a memória dos moradores mais antigos.





COMENTÁRIOS