Mistério em Marialva: dentista foi morto após ser confundido com ladrão
Mesmo com essa versão, a verdadeira motivação do crime nunca foi totalmente esclarecida, permanecendo como um dos episódios mais inusitados e enigmáticos da história local.
Foto gerada por IA A história de Marialva guarda episódios curiosos e pouco conhecidos. Um deles envolve justamente a chegada do primeiro dentista da cidade, no início da década de 1940, quando Marialva ainda era distrito de Mandaguari.
Segundo registros históricos, o primeiro profissional da odontologia a se instalar na localidade foi o Dr. Segundo. Ele chegou à região em um período em que a cidade ainda estava em formação, com pouca infraestrutura e praticamente sem iluminação pública nas ruas.
Infelizmente, a presença do pioneiro na cidade durou pouco. Pouco tempo após sua chegada, Dr. Segundo foi assassinado, em um caso que permanece envolto em mistério até hoje.
De acordo com o livro "Marialva: do Café à Uva Fina", da professora Maria Teresa Ricieri, o responsável pelo disparo teria sido um vigia noturno. O próprio autor teria afirmado posteriormente que confundiu o dentista com um ladrão, já que a cidade era muito escura durante a noite.
A odontologia continuou a se desenvolver na cidade
Apesar da tragédia envolvendo o primeiro dentista, a área odontológica continuou a crescer em Marialva ao longo das décadas seguintes.
Ainda na década de 1940, o protético Antenor Martins de Aguiar instalou-se na cidade, atendendo não apenas Marialva, mas também localidades vizinhas como Santa Fé do Pirapó e Quatorze da Alegre, regiões que na época também pertenciam ao território de Mandaguari.
No mesmo período chegaram outros profissionais importantes para a área da saúde bucal na cidade, entre eles:
• o protético José Rubino
• o dentista João Batista
Na década seguinte, o atendimento odontológico ganhou reforço com a chegada do dentista Calixto Jorge Aterge, que passou a atuar na cidade.
Já nos anos 1960, novos profissionais se estabeleceram em Marialva, como os dentistas Luiz Carlos Mello Castilho e João José, que chegaram a compartilhar o consultório de José Rubino.






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