Seja bem-vindo
Marialva,24/03/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Educadores ampliam pressão sobre o governo por projetos de valorização salarial

Em estado de greve, professores(as) e funcionários(as) de escola ocuparam as galerias da Alep em mais um dia de mobilização cobrando apoio às reivindicações da campanha salarial


Educadores ampliam pressão sobre o governo por projetos de valorização salarial

Professores(as) e funcionários(as) de escola do Paraná voltaram a ocupar as galerias da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta segunda-feira (23), com o objetivo de pressionar o governo a atender as reivindicações da campanha salarial e a enviar para votação os projetos de lei que garantem melhorias nos salários. A mobilização, chamada de Vigília por Justiça Salarial, ocorre após o registro de avanço das negociações e da deliberação de estado de greve aprovada em assembleia da APP-Sindicato, no último sábado (21).

“Hoje fizemos as conversas com os deputados, mandamos mensagens para os secretários de Estado e para a Casa Civil para garantir que projetos sejam enviados para Alep. Temos ainda muita luta pela frente e, para quem está nas escolas, a tarefa de fazer pressão continua. Temos que saber o texto que o governo pretende enviar para Alep e vamos lutar, se for necessário, para melhorar os projetos, pois precisamos garantir data-base para todos, incluindo também aposentados sem paridade, correção das carreiras dos funcionários, reforma da carreira e equiparação para professores, além do descongela e das nossas promoções e progressões”, disse a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto.

Ao longo de todo o dia, dirigentes da APP-Sindicato percorreram os gabinetes dos parlamentares, dialogando e entregando materiais técnicos que detalham a profunda defasagem salarial acumulada. 

No centro da Campanha Salarial 2026 está a reposição inflacionária (data-base) de 12,84%. Este índice busca corrigir a perda do poder de compra registrada entre agosto de 2023 e abril de 2025. Além da reposição, os(as) educadores reivindicam uma reforma estrutural na carreira do magistério que garanta a equiparação salarial, enquanto para os(as) funcionários de escola a exigência foca na correção das tabelas e no enquadramento por tempo de serviço.

A pauta também contempla demandas urgentes para os(as) aposentados, incluindo a reposição salarial para todos(as) e a aprovação de uma lei que assegure a correção específica para quem não possui paridade. Um ponto crucial é a revisão do desconto previdenciário, para que a taxação incida apenas sobre valores que ultrapassem o teto do INSS, atualmente em R$ 8.475,54.

A lista de prioridades se estende ao pagamento de promoções e progressões atrasadas, além do descongelamento de quinquênios e anuênios que foram paralisados durante a pandemia.

A mobilização nas galerias da Alep segue nesta terça-feira (24), assegurando que as reivindicações da campanha salarial, aprovadas na assembleia de 7 de fevereiro, permaneçam na ordem do dia dos(as) parlamentares.


Estado de greve

Reunidos(as) em em assembleia estadual extraordinária on-line, no último sábado (21), os(as) educadores(as) suspenderam o início da greve prevista para começar nesta segunda-feira (23) e aprovaram a manutenção do estado de greve e a continuidade das mobilizações nos próximos dias. 

A decisão ocorreu após a pressão realizada pela categoria resultar em avanços nas negociações com o governo sobre os itens da campanha salarial deste ano. Com a deliberação, o sindicato está autorizado a convocar nova assembleia a qualquer tempo, se for necessário e caso o governo não cumpra as declarações que foram anunciadas até o momento.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.