Seja bem-vindo
Marialva,21/10/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Artista de carreira internacional, Marcelo Moscheta reencontra obra no acervo da Galeria Cidade Aruna, em Maringá

Radicado em Portugal, o artista brasileiro que cresceu no Norte do Paraná revisitou suas pesquisas em pedra litográfica e grafite e compartilhou os processos criativos que conectam arte, natureza e memória.


Artista de carreira internacional, Marcelo Moscheta reencontra obra no acervo da Galeria Cidade Aruna, em Maringá

Com quase três décadas dedicadas à investigação das paisagens, do território e da memória, o artista brasileiro Marcelo Moscheta reencontrou, em Maringá, uma importante obra de sua autoria que integra o acervo da Galeria Cidade Aruna.

Radicado há cinco anos em Coimbra, Portugal — onde realiza doutorado em Arte Contemporânea —, Moscheta aproveitou sua passagem pela cidade onde cresceu para realizar um encontro com o público, artistas e profissionais locais, revisitando os processos poéticos e de pesquisa de campo que deram origem ao seu trabalho.

A Coleção e a Memória Gráfica

A obra em questão, feita em pedra litográfica e grafite, pertence à Série Memória Gráfica (criada em 2020) e faz parte do acervo da Galeria Cidade Aruna desde sua inauguração, em 2024.

Com curadoria de Rafaela Tasca, a coleção reúne trabalhos de oito artistas cujas trajetórias dialogam diretamente com Maringá e o território local, como Paolo Ridolfi, Roberta Stubs, Amanda Fahur, Cristina Agostinho, Annelise Nani, Glicínia Setenareski e o Coletivo Kókir.

“Marcelo Moscheta é uma referência na arte contemporânea brasileira, com uma produção marcada pelo rigor de sua investigação poética. Sua presença na coleção abre possibilidades de novos diálogos com o território”, explicou a curadora Rafaela Tasca.

Processo Criativo e Escuta do Lugar

Durante sua passagem, Moscheta ministrou a palestra “Uma paisagem, um par de botas e muitas pedras – Processos criativos em estreita relação com o lugar”. O artista explicou que seu método de criação depende do contato direto e da observação em caminhadas — prática que já o levou a desenvolver projetos no Ártico, no Deserto do Atacama, às margens do Rio Tietê e em Portugal.

“O que encontramos durante o percurso interfere diretamente nas decisões que tomamos. É preciso uma escuta atenta daquilo que está se fazendo. O que vai determinar o que vai acontecer a partir dali é a minha relação com a natureza, com o espaço, com aquilo que eu estou vivendo”, destacou Moscheta.

O encontro contou com a presença de personalidades da cultura e arquitetura regional, como o artista Paolo Ridolfi, a arquiteta e urbanista Ninha Chiozzini e o historiador Miguel Fernando, que ressaltaram como a generosidade de Moscheta em compartilhar seus bastidores aproxima o público da profundidade de cada peça.

Homenagem ao Bioma de Maringá

Moscheta também anunciou um novo trabalho para a cidade: uma obra que estará presente no Atma Cidade Aruna, composta por desenhos em grafite de espécies nativas ainda remanescentes no Parque do Ingá e no Horto Florestal, reordenando a visualidade originária da Mata Atlântica maringaense.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.