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Marialva,10/09/2026

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HUM atende a mais de 200 casos de lesões autoprovocadas desde 2023

Levantamento da Auditoria Médica do hospital da UEM acende alerta para a saúde mental durante o Setembro Amarelo; jovens e mulheres representam a maioria dos atendimentos no Pronto Atendimento


HUM atende a mais de 200 casos de lesões autoprovocadas desde 2023

Dados divulgados pela Auditoria Médica do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), mantido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), revelam o impacto do sofrimento psíquico na rede pública de saúde regional. Desde janeiro de 2023 até o início de setembro de 2026, a unidade prestou atendimento de emergência a 205 casos de lesões autoprovocadas via Pronto Atendimento (PA), atingindo uma média mensal de 4,6 ocorrências.

A divulgação dos indicadores coincide com as ações do Setembro Amarelo, mês focado na conscientização, prevenção do suicídio e valorização da vida. O histórico da instituição aponta 36 atendimentos em 2023, 78 em 2024, 64 em 2025 e 27 casos registrados nos primeiros oito meses de 2026.


Perfil dos atendimentos e gravidade dos quadros

O balanço estatístico detalha os recortes demográficos e comportamentais dos pacientes atendidos pela unidade:

  • Gênero: As mulheres representam 60% do total (123 casos), enquanto os homens somam 40% (82 ocorrências).

  • Faixa Etária: A média de idade é de 31,3 anos. O grupo de 10 a 39 anos concentra 71,2% dos casos, com destaque para a faixa dos 30 aos 39 anos, responsável por 54,9% do montante total (112 atendimentos).

  • Horário: A maioria das entradas no PA ocorre durante o período noturno (58,5%).

  • Meios Utilizados: A autointoxicação por uso de medicamentos ou substâncias químicas lidera os motivos de entrada, somando 162 casos (79%). Os demais 43 registros envolvem outros tipos de automutilação ou agressões à própria integridade física.

A avaliação da equipe médica aponta que 84,9% das ocorrências foram triadas como de urgência ou alta urgência. Do total de pacientes, 131 necessitaram de internação hospitalar (63,9%), confirmando o risco clínico imediato das ocorrências. O HUM ressalta que nem todo quadro de lesão autoprovocada é enquadrado imediatamente como tentativa de autoextermínio, avaliação que depende da evolução diagnóstica do paciente.


Sinais de alerta e orientação familiar

De acordo com a psicóloga residente do HUM, Gésly Morais, a identificação do sofrimento mental deve ocorrer antes de situações extremas de crise. A profissional ressalta que os episódios têm causas multifatoriais — envolvendo aspectos sociais, financeiros e emocionais — e visam aliviar dores psicológicas intensas.

A orientação para familiares de pessoas em sofrimento psíquico inclui a restrição do acesso a medicamentos, cobrindo tanto remédios sob prescrição e de uso controlado quanto analgésicos e antitérmicos comuns. Mudanças repentinas de comportamento exigem atenção contínua:

  • Isolamento social e retraimento repentino;

  • Alterações acentuadas no padrão de sono e do apetite;

  • Perda de interesse por hobbies e atividades anteriormente prazerosas;

  • Expressão recorrente de sentimentos de culpa ou falas sobre "ser um fardo" para a família.


Onde buscar ajuda gratuita

  • Centro de Valorização da Vida (CVV): Atendimento gratuito, confidencial e disponível 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo e-mail apoioemocional@cvv.org.br.

  • Ambulatório de Residência em Psiquiatria da UEM: Atendimento comunitário no Bloco 006 do câmpus. Contato pelo telefone (44) 3011-5874.

  • Atendimento Psicológico UEM: Agendamentos e suporte estudantil via aplicativo Bem Estar UEM ou pelo telefone (44) 3011-4038.

  • Rede Pública do SUS: Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Prontos Atendimentos municipais.


     Dicas para Fixar as Informações (Guia Rápido do Leitor)

    • O Levantamento: O Hospital Universitário de Maringá (HUM/UEM) registrou 205 atendimentos de lesões autoprovocadas entre janeiro de 2023 e 3 de setembro de 2026 (média de 4,6 casos por mês).

    • Perfil dos Pacientes: A maioria é do sexo feminino (60%) e jovem, com idade média de 31,3 anos (54,9% dos atendidos têm entre 30 e 39 anos).

    • Principal Causa: Autointoxicação por medicamentos ou outras substâncias responde por 79% dos registros (162 casos).

    • Gravidade: 84,9% das ocorrências foram classificadas como urgentes ou muito urgentes, e 63,9% exigiram internação hospitalar.

    • Acolhimento e Prevenção: Especialistas reforçam a importância da escuta sem julgamentos, do controle de acesso a remédios e do acompanhamento psiquiátrico/psicológico contínuo.




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