PROCON identifica variação superior a 170% no preço de medicamentos e alerta consumidores na região
Levantamento realizado em 10 farmácias mostra que a diferença na soma dos remédios pode chegar a R$ 169,94 entre o estabelecimento mais barato e o mais caro.
O consumidor que não pesquisa antes de comprar medicamentos pode estar pagando mais que o dobro pelo mesmo produto. É o que revela um levantamento recente feito pelo PROCON do município vizinho de Sarandi, que fiscalizou 10 farmácias e drogarias para comparar os preços de remédios bastante procurados nesta época do ano para o tratamento de gripes, resfriados, dores e febre.
A maior discrepância encontrada pelos fiscais foi no valor do Paracetamol 750 mg (20 comprimidos). A variação ultrapassou 170%, com a caixa sendo vendida a R$ 9,50 na farmácia mais em conta e chegando a R$ 25,68 no local mais caro.
Outros medicamentos populares também apresentaram grande disparidade de valores:
Naldecon Dia/Noite (6 comprimidos): Variação de 122,22% (encontrado de R$ 9,90 a R$ 22,00).
Cimegripe 400 mg (20 cápsulas): Variação de 101,52% (encontrado de R$ 9,90 a R$ 19,95).
Economia Pode Passar de 55%
Na soma total da lista de produtos pesquisados pelo órgão, a diferença entre a farmácia mais barata e a mais cara atingiu a marca de R$ 169,94. Na prática, o morador que se dedica a pesquisar antes de passar o cartão consegue uma economia de até 55,09% na compra final.
Orientações Importantes ao Consumidor
Além da comparação de preços pura e simples, o órgão de proteção ao consumidor orienta que a população fique atenta a detalhes que garantem uma compra justa e segura:
Equivalência: Verifique se a dosagem (mg), a quantidade de comprimidos na caixa e a marca/apresentação são exatamente idênticas ao fazer a comparação.
Validade e Pagamento: Confira o prazo de validade na embalagem e pergunte se há descontos para pagamento no PIX, dinheiro ou cadastros de fidelidade da farmácia.
Genéricos: Sempre pergunte ao farmacêutico sobre a opção do medicamento genérico correspondente, que costuma ter preços regulados e mais acessíveis.
A iniciativa reforça a importância da transparência no comércio de saúde e incentiva práticas de consumo mais conscientes em toda a nossa microrregião.







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