Novo modelo de governança em segurança pública é apresentado pela Prefeitura de Maringá
Proposta utiliza dados sobre criminalidade e a percepção da população para orientar ações de segurança em diferentes regiões da cidade
A Prefeitura de Maringá, por meio do Instituto de Projetos Avançados para Cidades (InPacta) e em parceria com a empresa Stratelli Inteligência Estratégica, apresentou o seu novo Sistema de Proteção Municipal. A proposta, exposta durante reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), traz um modelo inovador de governança em segurança pública baseado em três pilares: compreender, planejar e executar.
A grande novidade do projeto é a metodologia utilizada. Além de cruzar dados de registros criminais dos últimos cinco anos da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP-PR), o estudo analisou quase 30 mil menções em redes sociais nos últimos dois anos para identificar locais que causam sensação de medo nos moradores.
Diagnóstico e Ação Direcionada
O sistema divide a cidade em blocos específicos de proteção. Antes de aplicar recursos públicos — como a instalação de novas câmeras de monitoramento ou o envio de patrulhas da Guarda Municipal —, cada território passa por um diagnóstico minucioso para mapear vulnerabilidades.
O prefeito Silvio Barros destacou que o objetivo é combater tanto a criminalidade real quanto a percepção de risco dos cidadãos:
“Às vezes existe um ponto da cidade que é mais escuro ou deserto onde nunca ocorreu um crime, mas as pessoas sentem que aquele é um local inseguro. Com essa nova ferramenta vamos identificar esses locais e fazer as correções necessárias”, explicou o prefeito.
Cronograma de Implantação
A diretora-presidente do InPacta, Cristiane Hasegawa, informou que o plano está no final de sua segunda etapa e deve ser colocado em prática no segundo semestre deste ano. O secretário de Segurança, Delegado Luiz Alves, reforçou que a ferramenta trará mais assertividade tanto nas ações ostensivas quanto nas preventivas.
Com a iniciativa, Maringá busca reforçar o conceito de "cidade inteligente", transformando volumosas bases de dados em proteção real e efetiva para moradores e visitantes de toda a microrregião.
Como Funciona o Novo Sistema
Análise de Dados: Estatísticas de crimes dos últimos 5 anos + 30 mil relatos e menções em redes sociais.
Mapeamento: Identificação de "pontos cegos", locais escuros e áreas com alta sensação de insegurança.
Ação Territorial: Divisão em blocos regionais de proteção.
Investimento Assertivo: Envio de viaturas, iluminação, câmeras e equipamentos direto para a necessidade do bairro.







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